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A GRANDE ESTRADA

“O Paraná é o Estado do porco. Do frango e do porco.” Ouvi essa frase nos corredores de Brasília e, por muito tempo, ela me incomodou. Mas, olhando com atenção, entendi: não é ofensa — é potência. E tem muito mais nessa estrada.
Sempre achei essa frase carregada de preconceito. Como se a agropecuária fosse uma atividade menor. “Porco se cria sozinho, galinha é só jogar milho.” E, sim, já fomos o estado da erva-mate, da madeira, do café.
Mas quer saber? É verdade. O Paraná é líder nacional na criação de aves — à frente até de Santa Catarina, berço de grandes indústrias do setor (um salve aos produtores de Cascavel e Cianorte). Também somos vice-líder em suínos (alô, Toledo!). E estamos resgatando a criação do porco Moura, uma raça crioula descendente dos porcos ibéricos, os mesmos usados no presunto “pata negra”. Criado com tempo, cuidado e tradição, virou produto premium e, desde 2023, é Patrimônio Histórico, Cultural e Genético do Estado. Esse é um verdadeiro “bicho do Paraná”!
Quer outra? Com um litoral maior apenas que o de Minas Gerais (…), mas muitos rios, o Paraná é o maior produtor de peixes do Brasil — mais de 25% da produção nacional. Destaque para a região Oeste, em cidades como Nova Aurora e Palotina.
Somos também gigantes no feijão (Prudentópolis), trigo (Tibagi), erva-mate (São Mateus do Sul), centeio e cevada (Guarapuava). E claro, sem esquecer da soja e do milho, mas até de leite e mel estamos entre os três maiores! O agro é mesmo uma vocação histórica paranaense. E como diz a propaganda do governo, somos o “supermercado do mundo”. Devemos nos orgulhar muito disso. O setor é difícil, afetado pelo clima, bolsas internacionais de commodities, taxas de juros, escassez de mão-de-obra, logística, insegurança. E ainda assim, “fazemos” tudo isso.
Só que tem um dado que poucos conhecem: a agropecuária representa cerca de 10% do PIB do Paraná. Segundo dados do IPARDES de 2024, a indústria responde por mais de 26%, e comércio e serviços, por 63%.
E o nosso parque industrial? É forte e diversificado: alimentos (claro, derivado do agro), energia e saneamento (Itaipu e outras usinas), construção (há polos de expansão de Porto Rico a Matinhos, de Curitiba a Maringá), petróleo (Araucária), veículos (São José dos Pinhais), papel e celulose (Telêmaco Borba), cerâmica… Tudo isso gera cerca de R$ 165 bilhões de riqueza anual.
Já os setores de comércio (varejo e atacado, onde entram de supermercados a farmácias); transportes; turismo; serviços financeiros; educação e saúde, entre tantos outros, compõem o maior macro setor da nossa economia (assim como do país todo) e que produziu quase R$ 400 bilhões de riqueza em 2024.
Ou seja, o Paraná é, sim, o estado do frango e do porco. Mas também do peixe, do milho, da indústria, da inovação, da logística, dos serviços. Coordenar e ajudar a desenvolver todas essas atividades e, assim, enriquecer ainda mais nosso Estado e nosso povo, sem descuidar do crítico e delicado trabalho social, é tarefa para os fortes de espírito. O caminho é infinito e cheio de obstáculos.
Vamos explorar trechos dessa estrada em nossos próximos encontros.
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De ratos, castores e esquilos

A corrupção pode ser legítima? E justa? Bela, até?
Digressão rápida: Michael Sandel, em seu JUSTIÇA, enxerga três formas diferentes de pensar sobre justiça, três abordagens principais: a) a que leva em consideração o ‘bem-estar’; b) a que aborda a questão pela perspectiva da ‘liberdade’, e, c) a que se baseia no conceito de ‘virtude’.
A maximização do bem-estar é o motor da perspectiva utilitarista, que prega a busca da “máxima felicidade para o maior número de pessoas”. Fundamentada em um arcabouço teórico mais desenvolvido por James (pai) e, principalmente, John Stuart Mill (filho), usava de um “cálculo hedonista” para a análise de atos legais e sociais. Em SOBRE A LIBERDADE, Mill (filho) levou os limites do utilitarismo às raias da liberdade, atrelando as liberdades individuais às do Estado, aceitando restrições legais ou civis aos indivíduos se absolutamente necessárias para evitar prejuízo a outros indivíduos.
Kant formalizou essa ideia. Ele não vê a liberdade como ausência de barreiras ou restrições. Para ele, agir com liberdade é agir com ‘autonomia’, i.e., agir de acordo com meus próprios princípios (morais) e não de acordo com convenções sociais ou da natureza. E o que confere valor moral a uma ação é o ‘Dever’, o motivo, é o “fazer a coisa certa pelo motivo certo”. Assim, a ação seria “boa em si” se fruto de um imperativo ‘incondicional’, ou categórico.
E acho que chegamos na semente, em Aristóteles. Sua teoria de justiça, n’a POLÍTICA, se baseia em duas concepções centrais: 1) que para definir os direitos é preciso saber o ‘propósito’ ou finalidade da ação social (o seu “télos”), e, 2) entender o propósito da prática social significa compreender as “virtudes” que ela deve recompensar. E é aqui que, para ele, a política deve entrar, na conjugação entre virtude e vida moral, ou como lembra em ÉTICA A NICÔMACO, entre “virtude e cidadania”.
Assim, Aristóteles pregava a virtude cívica advinda do hábito político e a importância do propósito na justiça. Também pedia que se evitassem as ilegalidades e as fraudes sobre os menos privilegiados, mas considerando o que está sendo “distribuído” e para quem. A perspectiva utilitarista pregava a máxima felicidade para o maior número de pessoas, mas dizia que o prazer não podia ser quantificado e ‘harmonizava’ o altruísmo com os interesses próprios. Pela ótica da liberdade, Kant admitia a moralidade apenas quando executamos uma açõa “boa em si”, pelos motivos certos (Dever) e agindo com autonomia.
Ora, acredito que não abusaríamos da “elasticidade da verdade” se disséssemos que: 1) o político que rouba está sendo ‘virtuoso’, pois pratica a política em prol da vida boa e da virtude aristotélica, 2) está aumentado a ‘utilidade’ já que seu prazer e dos seus é, então, inquantificável, fazendo pouco mal (pouca dor) a muitos, e muito bem (muito prazer) a alguns, e, assim, 3) sua ação é ‘boa em si’, é executada pelo seu ‘dever’ (ainda que junto ao partido ou a sua conta corrente…) e age com (certa) autonomia. Ainda, dado que um juízo estético universal e racional ou objetivo é impossível (mas devemos concebê-lo como se assim o fosse, um “propósito sem propósito”, como dizia Kant), podemos até ver ‘beleza’ no ato…
Em resumo: a corrupção é virtuosa, aumenta a felicidade, é moral e… é bela!
É como se admirássemos um roedor: alguns veem nele apenas algo repugnante, mas objetivamente sendo o que é, assim moralmente verdadeiro, como um rato; outros enxergam nele uma utilidade como um castor que derruba uma árvore, mas constrói uma ponte; e outros ainda só veem o virtuosismo das formas e a beleza da pelagem, como em um esquilo.
São todos roedores. Mas cada um enxerga aquilo que quer ver.
Coluna de Zake Sabbag
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Armazém 71: ambiente original e cozinha autêntica que encantam

Em uma cidade que aprendeu a valorizar a boa mesa com a mesma seriedade com que planeja seus parques, o restaurante e adega Armazém 71 se consolidou como uma opção onde gastronomia é experiência e não apenas refeição. Com dois endereços, no Juvevê e no Shopping Curitiba, o restaurante é destaque na culinária italiana, combinando técnica, memória afetiva e um olhar contemporâneo com ingredientes bem escolhidos.
Primeira impressão
O ambiente impressiona, sem excessos. A proposta estética equilibra rusticidade e sofisticação, criando uma atmosfera acolhedora. É o tipo de lugar que convida tanto para um almoço sem pressa quanto para um jantar especial, daqueles em que a conversa se estende porque o espaço abraça.
Na cozinha, o Armazém 71 aposta em pratos que respeitam a origem dos ingredientes e valorizam o preparo preciso. Carnes no ponto certo, acompanhamentos muito bem pensados e apresentações elegantes.

Além do restaurante, o espaço conta com uma loja de vinhos com uma extensa carta, preços atrativos e rótulos exclusivos. Aliás, uma dica: você pode comprar o vinho na loja, com preço de varejo, e beber no próprio restaurante.
Serviço
Armazém 71
Loja Juvevê – Rua Rocha Pombo, 246. Abre de segunda a sábado das 11h45 às 14h30 e das 19h às 22h30. Aos domingos, das 11h45 às 15h.
Loja Shopping Curitiba – Rua Brigadeiro Franco, 2.300, Centro. Funciona das 11h30 às 22h.
Informações: (41) 3030-4971 ou www.armazem71.com
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Turismo sênior ganha destaque e será tema de palestra na Expo Turismo Paraná 2026

Segmento 60+ se consolida como estratégico para agências e profissionais do setor, impulsionando novas oportunidades
O turismo sênior está deixando de ser um nicho para se tornar um dos segmentos mais estratégicos do setor, impulsionando transformações profundas no mercado de viagens brasileiro.
Mudanças demográficas impulsionam o setor
A evolução do perfil dos viajantes reflete mudanças demográficas e comportamentais significativas. O público com mais de 60 anos já supera os jovens entre 15 e 24 anos no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estima-se que, até 2030, o país terá mais de 41 milhões de idosos. Esse movimento fortalece a chamada “economia prateada”, responsável por movimentar entre R$1,6 trilhão e R$2 trilhões anualmente no país.
Palestra aborda estratégias para o turismo 60+
Atenta a esse cenário, a ABAV-PR promove a palestra “Como vender mais e melhor” sobre turismo sênior durante a Expo Turismo Paraná 2026. O evento contará com a presença de Ariel Figueroa, turismólogo, palestrante e jornalista, CEO dos portais Coluna de Turismo e 60 Mais Turismo. Com experiência em diversas regiões do Brasil, Figueroa já levou esse debate a diferentes municípios, contribuindo para a qualificação dos profissionais e ampliando a visão estratégica sobre o segmento.
Perfil do novo viajante brasileiro
Para Geraldo Rocha, presidente da ABAV-PR, o crescimento do turismo sênior representa uma transformação consistente no perfil do consumidor brasileiro. “Estamos diante de um consumidor mais experiente, exigente e disposto a investir em experiências de qualidade. Esse público valoriza conforto, segurança e roteiros personalizados, o que impulsiona a profissionalização do setor e estimula o desenvolvimento de novos produtos”, afirma Rocha.
Potencial econômico e oportunidades para o trade
O aumento da longevidade e da qualidade de vida tem elevado o poder de consumo desse grupo. Dados do Ministério do Turismo (MTur) apontam que brasileiros acima de 60 anos já representam 15% das viagens domésticas e respondem por 10% das viagens internacionais realizadas pelo turismo emissivo nacional. A rentabilidade desse segmento reforça sua importância estratégica para agências, hotéis, destinos turísticos, operadores e gestores públicos.
Expo Turismo Paraná: palco para tendências
A palestra está prevista para ocorrer em 8 de maio*, durante a Expo Turismo Paraná em Curitiba (PR). O objetivo é sensibilizar todo o trade turístico sobre a necessidade de adaptar produtos e serviços ao novo comportamento desse público. Ariel Figueroa ressalta que acompanhar essa tendência é fundamental para quem deseja se destacar no mercado.
Curitiba: destino em evidência
A capital paranaense, sede da Expo Turismo Paraná, conquistou recentemente o terceiro lugar no Índice de Favorabilidade para o Turismo (IFT-GKS), que avalia as melhores condições entre as capitais brasileiras para negócios ligados ao setor. O resultado reforça o potencial da cidade para sediar grandes eventos, atrair investimentos e fortalecer iniciativas voltadas à cadeia turística.
*Programação sujeita a alterações sem prévio aviso.
Fonte https://www.tocacultural.com.br/post/turismo-s%C3%AAnior-est%C3%A1-em-crescimento-e-%C3%A9-tema-de-palestra-na-expo-turismo-paran%C3%A1
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