Meio Ambiente
Programa impulsiona renda local e conservação ambiental no litoral do Paraná

Histórias de transformação e parcerias mostram como a geração de renda e a proteção da natureza caminham juntas na região
Transformar vidas e proteger a natureza: no litoral do Paraná, essa combinação tem mudado destinos e paisagens.
De caçador a guardião: uma nova relação com a floresta
O Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP) tem sido protagonista ao estimular projetos que contratam moradores locais para atuar na conservação da natureza e proteção da fauna. Essas iniciativas apoiam instituições dedicadas à preservação ambiental e à geração de renda nas comunidades. Um exemplo marcante é o de João Maria dos Santos, que por anos sobreviveu da caça e do trabalho em antigas fazendas de búfalos na região litorânea. Sem acesso a empregos formais, João via a natureza como fonte de subsistência. “Eu era um caçador, só matava para o consumo. Hoje o pessoal caça para vender, e isso vai acabar com todos os animais”, relembra.
A virada em sua trajetória ocorreu há 25 anos, quando foi contratado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) para atuar em áreas adquiridas pela organização com foco na conservação da Mata Atlântica. O que antes eram campos degradados se transformaram em reservas naturais, e João passou de caçador a protetor da floresta. “Antes de trabalhar na ONG eu não tinha conhecimento de como funcionava. Derrubava árvores, matava bichos. Hoje eu gosto de ver e fotografar os animais. Sou guia de pesquisa e de aves. Tive uma mudança de consciência”, conta, destacando como sua experiência no campo agora contribui para identificar armadilhas e reduzir riscos à fauna local.
Desenvolvimento social aliado à preservação
A atuação da SPVS trouxe avanços significativos para comunidades marcadas pela informalidade e escassez de empregos com benefícios. “A gente costuma dizer que, enquanto a floresta crescia, cresciam também as oportunidades. A qualidade de vida melhorou muito, foi um ganho social e econômico gigantesco para a região”, afirma Reginaldo Antunes Ferreira, coordenador de projetos da SPVS.
Reginaldo destaca que as transformações não foram imediatas. O processo exigiu tempo, diálogo e oficinas educativas para sensibilizar os moradores sobre a importância da conservação. Muitos não sabiam ler ou escrever; por isso, uma professora particular foi contratada para alfabetizá-los. Trabalhavam durante o dia e estudavam à noite; alguns chegaram até ao ensino superior, evidenciando o impacto positivo do projeto.
Impacto ampliado: agricultura familiar e manejo sustentável
Hoje, as reservas mantidas pela SPVS empregam cerca de 40 pessoas da própria comunidade. O alcance das ações vai além das fronteiras dessas áreas protegidas. O projeto Paisagens Multifuncionais da Grande Reserva Mata Atlântica fortalece a agricultura familiar e o manejo sustentável, beneficiando aproximadamente 60 famílias por meio da Associação de Pequenos Produtores Rurais e Artesanais de Antonina (ASPRAN). Financiado pelo BLP, o projeto incentiva cadeias produtivas sustentáveis que aliam geração de renda à conservação da biodiversidade.
Segundo André Pereira Cattani, diretor executivo da Associação MarBrasil, fortalecer relações entre pessoas e natureza é fundamental para promover economia local sem abrir mão da preservação ambiental.
Novas oportunidades nas Reservas Particulares
Outra instituição parceira incentivada pelo BLP é o Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, responsável pelos projetos Reservas Particulares do Lagamar Paranaense I e II. Essas iniciativas apoiam proprietários rurais na criação e manutenção das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), reforçando a conservação da Mata Atlântica enquanto estimulam oportunidades em turismo de natureza, pesquisa e educação ambiental.
Os projetos ampliam a proteção dessas áreas contra ameaças como caça ilegal, extração vegetal indevida e descarte irregular de resíduos. Além disso, fortalecem ações já existentes de manejo sustentável nas reservas.
Capacitação local: restauração ecológica como vetor econômico
A bióloga Anne destaca que os projetos de restauração ecológica dentro das RPPNs têm grande potencial para gerar emprego e renda nas comunidades locais. O processo envolve várias etapas produtivas – desde o cultivo das mudas até o plantio em campo e manutenção das áreas restauradas.
Diante dessa demanda crescente, Mater Natura passou a capacitar moradores para atuarem como viveiristas e fornecedores de mudas aos projetos ambientais locais. A atuação comunitária vai além dos trabalhos pontuais: profissionais formados nesses projetos são indicados para outras atividades em pesquisa ambiental na região.
Moradores vizinhos às RPPNs também participam ativamente do monitoramento das unidades de conservação – cuidando das trilhas, delimitando áreas protegidas e instalando sinalização nos limites das reservas. “Eles entendem a importância dessas ações com o tempo; percebem o valor do plantio das árvores na floresta”, explica Anne.
Continuidade das ações: vínculo comunitário fortalecido
A continuidade dos projetos é um dos pontos fortes do trabalho desenvolvido pelas organizações parceiras do BLP. “Um projeto vai levando ao outro: começamos com restauração ecológica, depois veio a capacitação para produção de mudas pela própria comunidade; sempre há continuidade nas ações”, relata Anne.
Biodiversidade Litoral do Paraná: investimento histórico em conservação
Criado em 2021 após um acordo judicial relacionado ao vazamento de óleo ocorrido em 2001, o Programa Biodiversidade Litoral do Paraná representa um marco histórico ao destinar mais de R$ 110 milhões ao longo de dez anos para iniciativas estratégicas voltadas à conservação ambiental no litoral paranaense.
A governança é compartilhada entre organizações civis, instituições acadêmicas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), sob supervisão dos Ministérios Públicos Federal e Estadual do Paraná. A gestão financeira fica sob responsabilidade do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).
Mais informações estão disponíveis no site oficial: www.biodiversidadelitoralpr.com.br.
Fonte https://folhadolitoral.com.br/editorias/meio-ambiente/programa-incentiva-a-geracao-de-renda-de-moradores-locais-e-a-conservacao-no-litoral-paranaense/
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Licença Ambiental IAT viabiliza distrito industrial em Imbaú

Novo polo industrial terá mais de 121 mil m² na área rural de Faxinal de São Pedro, impulsionando empregos e desenvolvimento local.
A licença ambiental IAT foi emitida para viabilizar o distrito industrial de Imbaú, impulsionando o desenvolvimento sustentável do município.
Distrito Industrial: Nova Oportunidade para Empresas
O Instituto Água e Terra (IAT) entregou a licença à prefeita Dayane Sovinski e ao secretário Marcos Paulo, oficializando o projeto.
- Área rural na comunidade de Faxinal de São Pedro
- Mais de 121 mil metros quadrados
- Localização estratégica na rodovia PR-160
- Lei nº 874/2025 aprovada pela Câmara Municipal
Desenvolvimento Sustentável com Incentivos Locais
A gestão municipal criou leis para desburocratizar e atrair indústrias, priorizando geração de emprego e crescimento responsável.
- Abertura para novas empresas interessadas
- Adequação de projetos para atender normas ambientais
- Parceria entre IAT, Secretaria do Meio Ambiente e equipe de engenharia
Cidadãos e empresários podem consultar a Prefeitura sobre oportunidades no novo distrito. O IAT reforça o compromisso com o crescimento sustentável em Imbaú.
Fonte https://arede.info/campos-gerais/625794/iat-emite-licenca-ambiental-para-viabilizar-distrito-industrial-em-imbau
Meio Ambiente
Integração de dados climáticos IAT, Simepar e Defesa Civil avança

Curitiba amplia monitoramento de temporais e cheias com apoio do IAT e Simepar
A integração de dados climáticos entre o IAT, Simepar e Defesa Civil vai fortalecer a prevenção de desastres em Curitiba e região.
Mais precisão para evitar emergências
O compartilhamento de informações meteorológicas e hidrográficas permite detectar temporais e cheias com maior antecedência.
- Curitiba já conta com 15 estações meteorológicas próprias
- Simepar oferece três estações adicionais e imagens de radar
- IAT possui 85 estações espalhadas pelo Paraná
No primeiro momento, a integração vai focar na Região Metropolitana de Curitiba. Depois, pode incluir cidades vizinhas e universidades para ampliar estudos científicos e políticas públicas.
Fonte https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/defesa-civil-articula-integracao-de-dados-climaticos-com-simepar-e-iat/81611?utm_content=mldn
Meio Ambiente
Licenciamento ambiental: Paraná dispensa para pavimentação urbana

Nova norma do IAT simplifica obras de baixo impacto em cidades paranaenses
O licenciamento ambiental para pavimentação urbana no Paraná agora é dispensado para obras de baixo impacto, segundo nova norma do IAT.
Obras simplificadas: o que muda
O IAT publicou a Instrução Normativa nº 06/2026, que elimina a exigência de licenciamento ambiental para certas obras urbanas.
- Necessário emitir a Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental (DLAM)
- Válido apenas para áreas já urbanizadas e com impacto ambiental insignificante
Critérios para dispensa
Para obter a DLAM, o projeto deve seguir regras técnicas:
- Manter o traçado original da via
- Proibida abertura de novas ruas
- Não pode haver supressão de vegetação nativa
- Vedadas intervenções em áreas como reservas legais, APPs ou terras indígenas
- Movimentação máxima de solo: 10 m³ por metro linear
- Cumprir normas municipais vigentes
Serviços abrangidos pela norma
- Lombadas e nivelamento de vias
- Terraplanagem e drenagem urbana
- Construção de calçadas e ciclovias
- Sinalização viária (sem alteração estrutural relevante)
A dispensa não vale para intervenções em áreas protegidas ou atividades com maior potencial de impacto, como exploração de jazidas ou usinas de asfalto.
Programa Asfalto Novo, Vida Nova impulsiona infraestrutura
O programa já pavimentou mais de 420 quilômetros, beneficiando mais de 4 mil ruas no Estado, com investimento superior a R$ 1 bilhão.
- Pavimentação urbana em diversas regiões do Paraná
- Ações incluem calçadas, drenagem e iluminação pública
Caso sua obra não se enquadre na dispensa, o IAT mantém o licenciamento obrigatório para garantir proteção ambiental.
Fonte https://gazetadoparana.com.br/artigo/parana-dispensa-licenciamento-ambiental-pavimentacao-urbana
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